Não há dúvidas sobre o fato de que a pandemia deixará sua marca nos mais diversos setores. Transformações que já eram previstas por muitos especialistas foram forçadas a acontecer.
O primeiro temor é sobre o fim do aluguel. Boa parte dos proprietários já observam uma debandada de inquilinos. Empresas sentiram que seus funcionários se adaptaram bem ao home office e decidiram adotar o trabalho remoto como algo permanente. Da mesma forma, muitas pessoas voltaram para a casa dos pais ou se mudaram para apartamentos e casas menores, e com preços mais compatíveis com seus orçamentos.
Grandes centros de construção, que gastam fortunas alugando espaços quilométricos, já começam a optar pela sublocação. Dividir aquele espaço enorme com um lojista parceiro é uma opção economicamente viável, pois fica mais barato para os dois, e também atende às expectativas dos clientes.
Boa parte das novidades desse momento vieram para ficar, como a necessidade de atendimentos mais ágeis, a possibilidade de fazer orçamentos de materiais pela internet, o delivery de materiais, e o relacionamento com o cliente a partir do digital. Se era difícil encontrar marcas e lojas de materiais de construção nas redes sociais, hoje esses contatos estão muito mais acessíveis.
Por fim, é importante destacar o papel importantíssimo da construção civil como motor da economia. Por ter uma cadeia enorme de produção que envolve os três setores – indústria, comércio e prestação de serviços – este é um setor que merece ser valorizado, por ele se gera renda para diversas famílias, acelerando o consumo e fortalecendo as vendas.

Voltar